Poka Yoke – A arma para o zero defeito

Olá caros alunos! Hoje trago um tema muito explorado dentro da filosofia Lean ou mesmo do Six Sigma. Uma ferramenta que pelo próprio nome acredito que já deduza a sua origem.

Pois é… Poka Yoke é uma palavra japoneza e também uma ferramenta que não é nada novo. Seu uso já é bem antigo mas poucas empresas despertaram para sua aplicação. A eficiência desta ferramenta é tão grande que a nova IATF 16949, versão 2016, que rege padronização para Sistema de Gestão da Qualidade para o segmento automotivo, traz um item totalmente novo, que é a aplicação de sistemas poka yoke, se tornando então um item mandatório para atendimento desta norma.

Mas o que é esta ferramenta? Poka Yoke significa dispositivo a prova de falhas, ou no inglês mistake proofing. Ainda temos uma tradução comum que é o famoso mata burro. Ou seja, são mecanismos usados tanto em parâmetros de produto quanto em processo usados para eliminar falhas ou detectá-las, tornando assim o produto ou processo robusto suficiente para evitar incidência destas falhas.

Sua aplicação geralmente é aplicada nos seguintes casos:

– Situações em que a falha do produto pode ocasionar acidentes ou lesões;

– Reincidências de reclamações de clientes;

– Falhas em campo, nos clientes, que geram altos custos ou potencial de recall;

– Falhas em que o grau de severidade do FMEA é alto ou ainda maiores RPNs (Risk Priority Number) do FMEA;

– Controle de parâmetros de produto ou de processo que sejam identificados como itens críticos, especiais ou de segurança;

– Pontos do processo, seja no produto ou parâmetros de processo, que históricamente se tem alta incidência de refugo ou retrabalho;

Estas são apenas algumas situações que geralmente demandam uso de poka yoke para empresas que já lidam ou sabem o que é esta ferramenta, mas não se limita apenas a isto.

Para aqueles que ainda não sabem o que é o poka yoke, vou colocar a seguir 2 tipos básicos, para facilitar aprendizado:

– Preventivos: são aqueles que previnem a falha, não deixam a mesma acontecer, são os verdadeiros mata burros.

Exemplos: Você não consegue abrir o micro-ondas e o mesmo continuar em funcionamento. Isto é um poka yoke. Quando você desliga seu carro com faróis acessos e tira a chave os mesmos se apagam. Poka Yoke! Os caixas eletrônicos fazem com que você retire seu cartão antes de você fazer qualquer operação, para evitar esquecimento do cartão… Poderia dar muitos exemplos práticos, presentes no seu dia a dia, mas note que tudo isso foi pensado, teve um design por trás, pois certamente já houve situações de acidentes ou custos onerosos, levando a desenvolver mecanismos que previnem a falha ou erro humano.

– Detectivos: são aqueles que possibilitam a ocorrência da falha, mas detectam a mesma, não deixando o produto defeituoso seguir a frente no processo produtivo.

Exemplos: Em estações de montagem, você pode montar uma peça na posição errada e um sensor irá detectar logo em seguida, geralmente acionando alguma automação que já irá separar esta peça do fluxo normal. Da mesma forma, há montagens de peça similares, que possuem marcação com cores diferentes, justamente para sinalizar que certa cor é de certo modelo ou item ou mesmo de alguma posição específica. De forma similar o equipamento ou sensor ou até mesmo de forma mecânica, pode detectar a falha não deixando o produto seguir para próxima operação. Poka Yoke! Para evitar embalagens vazias numa linha de envase de baixo peso ou volume, que se coloca o produto dentro da embalagem, pode-se colocar dutos de ar na esteira, sendo que embalagens vazias irão voar… Note, que todas estas situações permitiram a falha, não são preventivos como caso anterior, mas houve detecção.

Se você fizer uma busca do tema em qualquer site de busca, na categoria de imagens, verá inúmeros exemplos sobre poka yoke. Vale a pena.

A teoria sugere sempre a tentativa de poka yokes preventivos e caso não se consiga, que passe para uso dos sistema detectivos. Este é o caminho…

Observe que falamos do uso de sensores como poka yokes, sejam do tipo de presença, de cores, de contato, enfim, qualquer tipo de sensor. Estes são largamente usados em empresas que performam muita montagem e o erro humano é possível. Porém, sempre prefira uso de poka yokes mecânicos do que na forma de sensores. Por que? Simplesmente pois dispositivos mecânicos não requer manutenção, são robustos. Já sensores, são elétricos ou eletrônicos,  podem falhar, podem avariar, podem desgastar com o tempo, ou seja, se não for dado devida manutenção, podem falhar…

Porém há situações que não há o que fazer e é necessário uso de sensores. Se assim for, sugiro que coloque uma rotina de teste do poka yoke. Aliás, recomendo isso pra qualquer prática de poka yoke. Muito fácil. Determine uma frequencia, pode ser por hora, por turno, por dia, por semana, depende de seu produto ou processo, de sua realidade. Com frequencia determinada, simule a falha, faça a falha acontecer propositalmente, para ver se o acionamento devido será realizado. É uma dica de ouro!

Compreendido o funcionamento, que tal ir a prática? Muitos fazem kaizen de poka yokes. Reunem um time, definem pontos de maior vulnerabilidade no produto ou processo, ou mesmo informações de clientes e partem para uso da criatividade no design e construção dos poka yokes. Fantástico! Por que não você atuar como líder deste Kaizen?

E para finalizar, gostaria de deixar outra dica de ouro, muito nobre de fato, para aqueles que querem se tornar mestres do Poka Yoke. Recomendo leitura do clássico, pedra fundamental neste assunto, o livro de Shigeo Shingo, Zero Quality Control: Source Inspection and the Poka-Yoke System.

Traz idéias inspiradoras e conhecimento profundo no assunto. Já antecipo, é caro! Mas vale a pena!

Sucesso na jornada amigo!

Abraços

Professor Alexandre Ávila

 

10 Passos infalíveis para você planejar seu projeto de melhoria ou redução de custos.

10 Passos infalíveis para você planejar seu projeto de melhoria ou redução de custos.

Vemos no dia a dia muitos projetos iniciarem e não terminarem, ou ainda mudar de objetivo ou direção ao longo do projeto; atrasos expressivos ou custos muito maiores do que os previstos em budget. É um cenário que onera muito as organizações, seja em custos ou tempo.

Uma ferramenta usada em metodologias de melhoria, como Lean, Six Sigma e Análise de Valor ou mesmo métodos de gestão de projetos, como PMBOK ou APQP é o Project Charter ou simplesmente Contrato do Projeto.

Esta ferramenta, como próprio nome diz é um contrato, ou seja, um acordo entre as partes, são as premissas, as bases para inicio do projeto e que norteará o time até o fim ou entrega de resultados.

E como todo contrato, deve ser uma ferramenta dinâmica, atualizável e comunicado todo o time ou partes envolvidas sempre que tiver mudanças, algo que na prática poucos fazem. Na verdade a maioria das empresas fazem seu contrato no inicio do projeto e ao longo do mesmo, perante alterações no cenário que afeta o projeto, esquecem-se de atualizar o contrato, vindo a surpreender parte do time ou mesmo o Champion ou Sponsor em fases mais adiantadas, onde a comunicação atrasada pode sair cara, gerando inclusive muitos conflitos pessoais.

Mas… o que é o contrato e como fazê-lo?

A seguir 10 dicas ou passos matadores para você elaborar seu contrato e planejar seu projeto de melhoria ou redução de custos com sucesso.

1-) Nome do projeto: começa com um verbo seguido do tema objeto de interesse.

Ex.: Reduzir refugo da peça XYZ.

2-) Definir problema de forma sucinta.

Ex.: O refugo da peça XYZ gira em média nos últimos 12 meses na casa de 20%. Este produto é carro chefe e ocupa 80% da capacidade da linha.

3-) Nome do líder do projeto.

Preferencialmente alguém com formação Lean ou Six Sigma ou com base sólida de gestão de projetos.

4-) Nome do Champion ou Sponsor.

É o maior interessado no resultado do projeto, é ele que provê recursos e quebra barreiras.

Dica: Não caia na armadilha de ter 2 champions em seu projeto. Cada pessoa pensa de um jeito e você pode cair em conflitos desnecessários compartilhando 2 opiniões.

Ex: o Champion é geralmente um gerente ou diretor da área beneficiada pelos resultados do projeto, alguém que tenha autonomia e poder de decisão.

5-) Nome das pessoas do time: aqui é o ponto crítico de sucesso. Customo dizer que 80% ou mais de probabilidade de sucesso está nas mãos das pessoas. Tenha um time campeão, escolha as pessoas certas e boa parte do sucesso já está a seu favor.

Clique aqui para saber mais sobre como escolher as pessoas certas para seu time.

6-) Datas: inicio, fim e de impacto do seu projeto.

Ex.: Inicio – começo do projeto. Fim – estimativa de término, conclusão. Impacto – No caso do refugo da peça XYZ, o fim do projeto pode ser para Dez/2017, mas o time pode estimar que com melhorias o impacto possa iniciar em Out/2017, ou seja antes. Há casos de projetos que a data de impacto são meses após a data de fechamento. Por exemplo, se uma ação foi consolidar algumas embalagens numa única e isso trouxe benefício ou savings. Porém há todo um estoque das embalagens anteriormente usadas, sendo necessário alguns meses para consumir as mesmas para somente então usar o modelo único que foi consolidado, evitando assim ficar com itens obsoletos e sem giro no seu estoque. Neste caso o impacto pode ser 2 ou 3 meses após término do projeto. Esta data é necessária para quantificar ganhos de projetos dentro do ano fiscal da compania e também os savings ou ganhos que irão entrar somente no ano seguinte, o famoso “carryover”.

 

7-) Escopo do projeto: é de muita importância para o mesmo. O escopo é a fronteira que diz de onde até onde deve-se trabalhar no projeto. Uma das grandes falhas no projeto é ele ser mal definido. Deixe claro no contrato se tem algo fora deste escopo que queira incluir ou algo que queira excluir. Evite a tentação de “ferver o oceano” ou “boiling the ocean”. Projetos com escopo super dimensionados geralmente fracassam e não chegam ao fim.

Ex.: No projeto de redução de refugo da peça XYZ, o escopo pode ser:

Reduzir refugo da peça XYZ na operação de acabamento de diâmetro externo da linha 5.

Escopo = uma operação e uma linha. Condição ideal para ter foco no seu problema.

 

8 ) Métricas: defina a forma que irá medir seu projeto, em seguida o histórico e a meta. É  o famoso “de” “para” “quando”.

Ex.: Reduzir refugo da peça XYZ na operação de acabamento de diâmetro externo da linha 5, de 20% para 10% até dez/2017.

Em adição é sempre aconselhável mencionar a fonte de dados, ou seja, de qual relatório ou sistema você está buscando a informação de % de refugo neste casos. Isto ajuda as pessoas a fazer o acompanhamento das métricas e a validar ganhos ou savings.

Caso tenha dificuldades em determinar a meta do projeto, recomendo que use o “best case” (também chamado de “entitlement”), ou seja, uma referência de melhores práticas em outra linha da empresa, ou em outra planta, ou informações de concorrência, enfim, é o seu benchmarking para que o número a se alcançar seja tangível e realista.

 

9-) Benefícios do projeto: colocar os benefícios tangíveis e descrever os intangíveis, seja para empresa ou para o cliente.

Ex.: Reduzindo o refugo da peça XYZ na operação de diâmetro externo da linha 5, de 20% para 5%, irá reverter ganho anualizado de R$500.000,00. Além do ganho financeiro, irá aumentar capacidade produtiva da linha, visto que esta peça ocupa 80% da mesma. A redução do refugo trará automaticamente capacidade adicional que será faturada.

Aqui sempre que possível, traga os ganhos na linguagem monetária, que é onde qualquer pessoa entende. Não deixe de mencionar outros ganhos e benefícios para valorizar seu projeto.

 

10-) Riscos ou restrições: coloque desde já, antes mesmo de ter iniciado o projeto qualquer risco ou restrição para sucesso do mesmo. Tenha pleno alinhamento disso com equipe e principalmente o Champion. Talvez ações possam ser endereçadas para mitigar ou eliminar tais riscos dando maiores chances de sucesso para o projeto.

Ex.: No projeto de refugo da peça XYZ, um possível risco é a ocupação da linha que é sempre cheia, não possibilitando realizar testes para validar hipóteses ou resultados. Este risco pode ser claramente resulvido pela autonomia do Champion em autorizar parada de linha para testes durante o projeto, evitando conflitos com supervisão da linha, cobrança de números de produção, etc.

 

Estas são 10 dicas para que você tenha um bom planejamento de seu projeto, não acabam por aqui… ao menos é o básico para minimizar seus riscos. Retificando também que o contrato é algo dinâmico e pode ser alterado a qualquer hora, mas sempre comunicando a equipe e buscando alinhamento com o Champion.

Que tal praticar e usar as dicas no seu projeto ou esforço de melhoria?

Vou ficando por aqui e ótima semana.

Forte abraço!

Alexandre Ávila

Modelo de Kano – Uma arma para competitividade!

Olá pessoal!

Após um pequeno período de férias estou de volta. Estive nos EUA e como é interessante a economia por lá. Pequenos comércios, grandes lojas, Mall´s por toda parte, restaurantes, mercados, oficinas e gente sempre em movimento e o melhor… gastando… sempre carregando alguma sacola.

Da mesma forma que vemos o consumo instalado vemos a variedade de opções para o consumidor dentro de um único nicho. Por exemplo, se você busca por peças de carros, há dezenas e centenas de opções. Se você busca por roupas, também. Por alimentos, um bom macarrão por exemplo, há centenas de opções… e assim vai.

E o ponto central que gostaria de trazer é como se destacar e atrair clientes e consumidores para seu negócio no meio de tão acirrada concorrência? Preço? Atendimento (aliás como estamos pra trás em termos de atendimento, etc)? Produto? Serviço?

Então, estou colocando aqui uma ferramenta ótima para alavancar seu negócio frente a sua concorrência. Uma ferramenta simples e que a maioria do pessoal não conhece… Trata-se do Modelo de Kano, logicamente do seu autor Noriaki Kano, japonês, que com muita simplicidade criou esta ferramenta.

Veja o gráfico a seguir, é uma versão simplificada do Modelo de Kano:

Como interpretar?

Veja que há dois eixos, com “satisfação do cliente”, eixo X, que pode ser maior ou menor e outro eixo, Y, com “preenchimento da necessidade do cliente”, que pode ir de não preenchida a preenchida plenamente.

1-) Comece pela parte de baixo do gráfico, a curva “obrigatório”. Itens “obrigatórios” de seu produto ou serviço: trata-se de componentes de seu produto ou serviço que são básicos, obrigatórios. Sendo assim logicamente são itens que você não pode falhar por hipótese alguma. Por exemplo, num disk pizza, diria que itens como bons ingredientes, entrega pontual conforme prometido, higiene, atender telefone de imediato, entrega da pizza quentinha, entre outros pontos… são itens que não podem falhar. São básicos, mandatórios, por isso, identifique estes pontos e treine e conscientize sua equipe incansavelmente para que tenham clareza e excelência na execução destes itens, focando sempre a satisfação e preenchimento da necessidade dos clientes. Além disso, olhe para seus concorrentes, estude os mesmos e busque estas características obrigatórias tanto em seu produto quando no serviço adicionado ao seu cliente.

2-) Veja a área do meio do gráfico, de “performance”. Esta área traz itens que “quanto mais melhor” para seus clientes. São itens que já fogem da categoria de obrigatórios e aqui é o famoso a mais que é ofertado. No caso de nosso disk pizza, que tal oferecer opção no menu de produtos livre de lactose, para que não deixe de fora pessoas da família que possuem esta intolerância. Que tal ofertar uma bebida gratuita na compra acima de X R$. Que tal atender o telefone para as pessoas que já fizeram pedido ao menos uma vez, pelo nome e apenas confirmar se está em sua residência para envio da pizza. Que tal enviar pequenos agrados a cada 5 ou X compras. Um bombom, um molho especial, etc. E assim por diante, itens de performance estão acima dos mandatórios e se executados com boa gestão fidelizam clientes e chama atenção dos seus concorrentes que certamente muito em breve irão lhe copiar… portanto não pare nunca de explorar esta área do gráfico, pois você terá que inovar sempre.

3-) Veja a área superior, a curva de “entusiasmo” ou “encantamento”. Aqui elevamos a barra para outro patamar. São componentes de seu produto ou serviço que farão brilhar os olhos dos seus clientes, você vai tirar aquele “uauuuuuuuuuu” assim que fornecer estes itens aos seus clientes. Olhar para seu negócio e seus concorrentes é algo sempre bem vindo, em qualquer área do gráfico que estivermos tratando. Pois então, em nosso disk pizza, que tal um programa de fidelidade que a cada X pizzas, controlados pelo seu próprio sistema de informática, você oferta qualquer outra pizza do menu com bom desconto ou até mesmo gratuitamente, uma pizza doce também como um agrado, etc. E se você ligar no dia seguinte ou até algumas horas depois para uma rápida pesquisa satisfação, perguntar como foi a pizza, o que pode ser melhorado… Note que aqui você traz caraterísticas em seu produto ou serviço para brilhar os olhos de seus clientes.

 

Este é o famoso Modelo de Kano, há livros que trazem o mesmo com muitos mais detalhes e riquezas, mas acredito que com a explicação acima já é suficiente para você sair da teoria e partir para seu negócio, sua empresa e aplicar o modelo com olhar em seu produto e serviço, sua concorrência e muita criatividade. Uma vez feito este trabalho, conscientize as pessoas, treine incessantemente. Traga as pessoas também para este exercício junto contigo, você verá quantas ideias surpreendentes podem aparecer.

Já fiz aplicação deste modelo em sala de aula, com alunos, brincando com Modelo de Kano em supermercados, lanchonetes, postos de gasolina, hotéis, etc… O resultado é incrível.

Espero que tenham gostado. Um dia incrível pra você, muito obrigado e ótima semana!

Abraços!

Alexandre Ávila

 

Afinal, o que é Neuroleansigma?

Olá pessoal!

Atualmente é comum ouvir termos como Lean Manufacturing, Seis Sigma, Black Belts, Green Belts, Yellow Belts, Metodologia Six Sigma, DMAIC, Sponsor, Champion, Kaizen, Kanban, VSM, enfim, por aí vai… É uma sopa de letrinhas que estão sempre presente no mercado. Mas uma coisa é fato, acredito que você nunca tenha ouvido a expressão Neuro Lean Sigma. E aqui é algo novo que estou trazendo e que fará total diferença na forma de ensino destas tradicionais ferramentas.

Antes de mais nada ou mesmo de saber como agregar estas ferramentas em sua carreira, vamos definir de forma objetiva o que é cada uma destas filosofias que compoe o conjunto Neuro Lean Sigma:

E o que é Lean Manufacturing?

O que é Lean Manufacturing?

Vamos lá! Uma pequena introdução ao Lean!

Não sei exatamente qual sua área de atuação, mas certamente você em algum momento já ouviu falar de filosofias ou ferramentas de Lean Manufacturing, muito comum para quem atua na área de engenharia ou administração ou em empresas multinacionais.

Vamos resumir rapidamente o Lean.

Na verdade nada mais é que uma abordagem antiga, surgiu na Toyota na década de 70, no Japão, e consiste numa série de ferramentas ou ainda mudança de postura das pessoas para identificar e eliminar desperdícios. Já Lean Manufacturing significa “Manufatura Enxuta”, pois busca uma produção o mais otimizada e eficiente possível.

O Lean pode ser aplicado principalmente em ambientes de fabricação de qualquer tipo de produto ou segmento e recentemente vem sendo altamente implementado no segmento de serviços, administrativos, saúde e construção civil. Todas estas áreas são muito carentes no Brasil e mundo afora também.

Nossos desperdícios (mudas = termo original em Japonês) são muitos, o que significa que temos um enorme potencial para melhoria de nossa produtividade e consequentemente obter melhores custos de produtos e serviços diversos, por poderem “rodar” com menos desperdícios. Tudo isso reflete no nosso bolso, pois como consumidores pagamos tudo isso, logo, os produtos / serviços podem custar mais barato ou os negócios ampliarem suas margens de lucro.

As ferramentas do Lean se encaixam dentro do escopo de qualquer profissional ou qualquer área em que você atua em sua empresa ou negócio, pois todos os processos não são perfeitos e carecem de melhoria, especialmente na produtividade, um dos principais pontos em foco nas empresas do Brasil, órgãos públicos, etc, que ou aumentam sua produtividade para melhoria do lucro operacional ou estão tendendo ao fracasso.

Logo, ser bom no que você faz é ótimo! Mas ter um diferencial tal como uma formação lean, ninguém te segura. Sua empregabilidade e empresa serão outras! Acredito que aqui é um primeira dica para construção de sua carreira, independemente de sua formação ou de segmento de trabalho, buscar conhecimentos em Lean, só irão lhe trazer aspectos positivos. Só irá somar, indiscutivelmente!

Desvendando o “Six Sigma” ou Seis Sigma?

Desvendando o lean six sigma

Agora que falamos do Lean, que tal abordar o Seis Sigma ou Six Sigma. Vamos lá! Nada mais é que uma filosofia, cultura ou ainda conjunto de ferramentas com objetivo de redução de variação. Já sei, não entendeu nada né!?

O seis sigma atua com diversas ferramentas estatísticas, tudo isso para explorar as variáveis de processo e atacar as causas raízes dos problemas. Estas ferramentas são muito antigas, basicamente não tem nada de novo, mas a abordagem é nova, usando este arsenal de ferramentas em conjunto com o mapa DMAIC. Falaremos num futuro próximo.

Toda ideia da estatística é evitar “achismos”, e usar os dados, sejam eles disponíveis no histórico das organizações ou ainda planejados, rodando coleta, fazendo experimentos, etc… assim usamos dados e fatos para argumentação e tomada de decisão com segurança.

Uma boa observação dos processos com captação de dados pode trazer sinais ou soluções fenomenais. No fim do dia, enquanto o Lean atua na busca de fluxo, produtividade e eliminação de desperdícios, o Seis Sigma atua na busca da qualidade, redução de defeitos, retrabalhos e principalmente redução de variação dos processos, seja em manufatura ou em escritórios…

É isso aí, estamos novamente falando em reduzir variação. Um simples exemplo, você sempre pede pizza por telefone.

A pizzaria Verona lhe trouxe pizza em 10 min, 30 min e 87 min … Puxa, as vezes vem rápido, mas as vezes a fome até foge… Já a pizzaria Siena, traz pizzas sempre, constantemente, em 40min, 45 min e 42 min.

Note que ambas pizzarias trazem seu pedido na média em 43 min. Sendo assim qual você prefere? Certamente, os clientes preferem produtos e serviços consistentes, com mínimo de variação. Embora na média tenham tempo igual, os desvios padrões são bem diferentes entre elas. Siena possui desvio padrão muito menor, seu padrão de entrega é muito mais confiável, menor variação significa maior previsibilidade e confiança. Entendeu?

Traders sempre analisam desvio padrão das bolsas de valores, e vc tem tomado decisão baseado somente em médias? Tome cuidado! E não esqueça, o desvio padrão pode lhe ajudar muito!

Aqui foi apenas uma introdução conceitual, naturalmente profissionais com a bagagem Six Sigma, usando o aprendizando não apenas para fazer projetos de melhoria de qualidade, mas aplicando as ferramentas no dia a dia, em problemas da rotina, falhas repetitivas, grandes variações em processos, etc, terão uma outra pegada no mercado.

E o melhor de tudo isso é que embora existam especialistas Seis Sigma, esta formação ou capacitação é aplicável a qualquer área ou profissional, especialmente se onde você atua há manipulação de dados ou muitas variáveis de trabalho ou processo. Enfim, não há dúvidas que trazer esta bagagem é turbinar sua carreira, é adicionar valor e valer muito mais no mercado! E isso não é hipocrisia, falo baseado em fatos, é a realidade!

Finalmente, o que é o “Neuro” ?

Neuroleansigma

Já que falamos Lean e Seis Sigma, nomes já conhecidos e posicionados no mercado, finalmente nos resta o termo “neuro”, que pode ser uma novidade pra você estar ouvindo Neuro Lean Sigma. Aqui certamente é inovador, um mix que ninguém usou até então.

A origem e decisão de juntar este termo (“neuro”) ao Lean Sigma, foi de influência de neuro marketing, outra área fenomenal e fantástica. Neuro, tem sua origem do sistema nervoso, responsável pelo monitoramento e coordenação das atividades dos músculos, e a movimentação dos órgãos, construção e finalização de estímulos dos sentidos e iniciação de ações do ser humano.

E é aqui que tracei a ligação do neuro com Lean Six Sigma, “ações do ser humano”.

Logo, em neuro trabalharemos as pessoas, comportamentos, reações, engajamento, cooperação, enfim, técnicas de gestão de mudanças, totalmente centrado em pessoas. Muitos podem conhecer como CM ou Change Management.

Não adianta ser expert em ferramentas do lean e seis sigma, dominar as ferramentas estatísticas, as ferramentas de Lean, etc, se não lidar bem com as pessoas na outra ponta, ou se não abordar as pessoas do jeito correto. Entender o ser humano e suas reações e principalmente como se comporta perante mudanças é importantíssimo para aplicação das ferramentas de melhoria, como lean e six sigma.

Conhecer a parte técnica da melhoria é tão importante quanto conhecer o comportamento humano. Aí que surge o Neuro Lean Sigma, uma amarração que fará a teoria funcionar na prática. É unir a técnica (Lean e Six Sigma) ao comportamental (Neuro = Gestão Mudanças).

Simplesmente descobri que o Change Management faz um casamento perfeito com o Lean Manufacturing e o Six Sigma. A abordagem conjunta é poderosa! Além das técnicas que existem para o lado comportamental, no escopo do Neuro é abordado dicas de marketing pessoal, é isso mesmo, como ser melhor profissional e o mais importante como ser melhor ser humano.

Falaremos mais e mais… Atualmente as pessoas é que fazem a diferença. Lean e Six Sigma, no fundo, é ter as pessoas do seu lado. Logo a melhor abordagem e conhecimento de como funciona o ser o humano, a parte “neuro”, é essencial!

Unir todos estes conceitos, Neuro, Lean e Six Sigma à sua formação, buscar estas competências é essencial, é ser mais competitivo, é de fato trazer mais resultados que os demais, enfim, é estar na frente!

Traremos mais e mais informações e fique ligado, que pouco a pouco vamos agregando valor à sua carreira e dando os caminhos para turbinar você como profissional e pessoa!

Fico por aqui, muito obrigado e forte abraço!

Alexandre Ávila